sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O POTE RACHADO

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara na qual ele carregava atravessada no seu pescoço.Um dos potes tinha uma rachadela, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa caminhada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade.Foi assim por dois anos, diariamente. O carregador a entregar um pote e meio de água na casa do seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso das suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado da sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele tinha sido designado a fazer. Após perceber durante dois anos, que tinha uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço:- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas. - Porquê? Perguntou o homem. De que estás envergonhado? - Nesses dois anos eu só fui capaz de entregar metade da minha carga, porque esta rachadela no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa do seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou: - Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.De facto, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu um certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade da água, e voltou novamente a pedir desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:- Notas-te que pelo caminho só havia flores no teu lado? Eu, ao conhecer o teu defeito, tirei vantagem dele. Lancei sementes de flores no teu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, tu regáva-las. Durante dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Se tu não fosse do assim, ele não poderia ter esta beleza na sua casa.
Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa do seu Pai. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os conhecermos, eles poderão causar beleza.

MAGO (Senhor, ensina-me a rezar)

Consta que há muitos anos numa aldeia, havia um mago que lá ia de tempos a tempos para ensinar, o que achasse importante, aquelas gentes. Naquele ano, como em todos os outros, a sua chegada era aguardada por todos com ansiedade e surpresa. Muitos enfeitavam já as suas casas para a ocasião inesperada de o receberem. A felicidade, a ansiedade e a surpresa decoravam aquela aldeia. Ora, depois de acolhido, o sábio disse que lhes ia propor um jogo muito simples. Este jogo consistia no seguinte:
“cada um de vós receberá um destes gigantescos sacos vazios, que são para encher de maçãs. Quando eu assobiar, todos pegam nos seus respectivos sacos, com as maçãs que têm e depositam-nas no chão, separado dos outros, para eu ver quem encheu mais” – disse o sábio, alisando a sua sábia barba austera e comprida.
Todos acharam este desafio extremamente simples. Começaram a subir a todas as macieiras daquela zona, corriam para ver quem trazia o maior número de maçãs para encher o seu saco. Ora, o pequeno Lucas não foi logo a correr, embora todos o incentivassem a ir. Ele não achava que aquilo seria assim tão fácil e “pensabudo” fitava o saco com dúvidas. Pensou. Apalpou o saco de serapilheira. Os seus olhos iluminaram-se com cores de ideia, pegou no saco e correu para casa. A algazarra, as corridas em busca de mais maçãs continuavam. Jeremias já discutia com a sua mulher Sara (“Já te disse para apanhares essas maçãs”), o velho Zé pediu ao neto para ir buscar um escadote (“Já não tenho idade para subir a macieiras. Que diabo!”), Simão acusava o António de lhe ter roubado umas quantas maçãs… contudo a demanda continuava. Enquanto isso se passava, o pequeno Lucas era olhado com desprezo por aqueles que, ao trazerem imensas maçãs, pensavam “enfim, crianças”! O velho sábio fitava sabiamente o pequeno. Finalmente Lucas trouxera de novo o saco. Fora então buscar maçãs, quando já todos tinham os sacos quase cheios.- Só vens buscar maçãs agora Lucas? Ele sorriu. Encheu as suas duas pequenas mãos com duas pequenas maçãs que estavam no chão. Correu para o seu saco e lá as pôs. Quando acabou de as pôr no seu saco, o sábio assobiou. Todos pegaram nos seus sacos que estavam no chão. Contudo, ao levantarem para os porem às costas, todas as maçãs apanhadas caíram por terra. Os sacos que o sábio dera não tinham o fundo cozido.Só Lucas seguiu, pegou no saco e poisou as maças no local indicado, sob olhares boquiabertos. Muitos tinham apanhado milhares de maçãs naquela meia hora… Lucas tinha duas! O mago levantou-se da sua sábia cadeira, e apontando para a criança com o seu sapiente cajado disse:
- Não vos preocupeis tanto com o muito fazer, mas sim com o saber e conhecer aquilo que quereis fazer.

Tantas vezes queremos fazer, receber e dar tanto por Deus, e esquecemo-nos completamente do momento silencioso e escondido em que, ao rezarmos, cosemos o fundo dos nossos sacos de serapilheira que servirão de amparo para o muito ou pouco que fazemos. Sem oração, sem relação com o Senhor onde iremos nós? Sem oração toda a entrega se poderá tornar numa profissionalização de boas acções. Com Deus, com o nosso coração tudo se poderá tornar em amor. Sem oração o muito e o pouco são nada, com oração o pouco faz-se muito e o muito torna-se pouco perante “tanto bem recebido”.
“Senhor, ensina-me a rezar!”

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A vida


Para os erros, há perdão;
para os fracassos, oportunidade;
para os amores impossíveis, tempo...

Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e
acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planeando,
vivendo que esperando

Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.

Fernando Pessoa

QUEM SE ABANDONA EM DEUS

Quem se abandona em Deus
vive cada dia a surpresa mas só se deixa surpreender quem vive atento a cada momento.
Quem se abandona em Deus
vive como ninguém esses momentos de plenitude que nos arrastam para a frente, num infinito de Amor que nos ultrapassa e nos envia.
Quem se abandona em Deus
conhece a solidão de um caminho únicoque se aprende e se conhece caminhando...Vive o “não saber” e aprende a viver “ao sabor de Deus”.
Quem se abandona em Deus
aprende cada dia a dizer “SIM”, nessas muitas Anunciações em que nos deixamos fazer por Deus que, ao fecundar as nossas vidas, nos vai transformando noutro Jesus...
Quem se abandona em Deus
sabe que chegará sempre o momento da Cruz, da entrega do “filho único”... e experimentará o “sem-sentido”,o abandono, a solidão profunda e o fracasso...mas é, então, quando descobre a morte como porta para a vida e aprende a viver “passando”...
Quem se abandona em Deus
experimentará o Amor louco de Jesus, que pouco a pouco vai gravando em nós o Seu rosto, o seu nome, o Seu olhar...
Quem se abandona em Deus
vai sendo transfigurado, e a sua pequenez torna-se dom,e vida e sentido para muitos...
Quem se abandona em Deus
chegará a ser UM com Jesus no Coração do Pai.

Quarta Feira de Cinzas

O QUE É QUARTA-FEIRA DE CINZAS?

É um princípio da Quaresma; um dia especialmente penitencial, em que manifestamos nosso desejo pessoal de CONVERSÃO a Deus. Quando vamos aos templos em que nos impõem as cinzas, expressamos com humildade e sinceridade de coração, que desejamos nos converter e crer de verdade no Evangelho.


QUANDO TEVE ORIGEM A PRÁTICA DAS CINZAS?

A origem da imposição da cinza pertence a estrutura da penitência canônica. Começou a ser obrigatória para toda a comunidade cristã a partir do século X. A liturgia atual conserva os elementos tradicionais: imposição da cinza e jejum rigoroso.


QUANDO SE ABENÇOA E SE IMPÕEM A CINZA?

A benção e a imposição da cinza tem lugar dentro da Missa, após a homilia; embora em circunstâncias especiais, se pode fazer dentro de uma celebração da Palavra. As formas de imposição da cinza se inspiram na Escritura: Gn, 3, 19 e Mc 1, 15.


DE ONDE PROVEM A CINZA?

A cinza procede dos ramos abençoados no Domingo da Paixão do Senhor, do ano anterior, seguindo um costume que se remonta ao século XII. A forma de benção faz relação a condição pecadora de quem a recebeu.


QUAL É O SIMBOLISMO DA CINZA?

O simbolismo da cinza é o seguinte:
1. Condição fraca do homem, que caminha para a morte;
2. Situação pecadora do homem;
3. Oração e súplica ardente para que o Senhor os ajude;
Ressurreição, já que o homem está destinado a participar no triunfo de Cristo;

Fonte: Editora Cléofas

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Deus em Tudo

Muitas vezes, passamos nossa vida sem a percepção de que Deus cuida de nós. Levamos nossos dias em tamanha correria que não chegamos a nos dar conta dessa presença. Quantas vezes, em nosso dia a dia, Deus faz milagres, quebra-nos galhos, atende-nos em nossos pedidos nós nem percebemos.
Passe a ver quantas coisas Ele tem feito em sua vida. Atente-se para isso. Quantas vezes tudo o que queríamos acontece, e atribuímos à "sorte" ou "coincidência"...
Quantas vezes pedimos, dentro de nosso coração algo tão simples a Deus, como que aquele estabelecimento ainda não tenha fechado quando chegarmos lá, e sequer lembramos de agradecê-lo quando chegamos e encontramos conforme pedimos. Esperamos por grandes milagres, e não vemos os pequenos. Esperamos por grandes transformações, grandes mudanças, e não percebemos as pequenas.
Convido-o hoje a pedir a Deus a graça dessa percepção, a sabedoria de perceber quantas vezes Deus cuida de nossos problemas, até antes de virarem problemas.
Aquela questão de que "não existe coincidência, o que existe é providência" é muito verdadeira. Passemos a Louvá-lo pelas pequenas e grandes coisas que tem feito em nossas vidas.

Ecclesiae Dei

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Declaração de Deus

Tu esqueces-te de Mim, no entanto, eu procuro-te a cada momento do dia e estou diante das portas do teu coração, chamando-te. Achas que é difícil acreditar? Então vê a cruz, vê o Meu coração que foi trespassado por ti. Não compreendeste a Minha cruz? Escuta de novo as palavras que Eu disse nela, pois te dizem claramente porque suportei tudo isto por Ti: … Tenho sede. Sim, tenho sede de ti.Toda a tua vida Eu desejei o teu amor. Nunca parei de o procurar e desejar que me correspondesses. Tu experimentaste muitas outras coisas para ser feliz. Porque não tentas abrir o teu coração, agora mesmo, mais do que antes?Quando finalmente abrires as portas do teu coração e te aproximares o suficiente, então Me ouvirás dizer uma e outra vez; não em meras palavras mas em espírito: Não importa o que tenhas feito, Eu amo-te por ti mesmo. Vem a Mim com a tua miséria e com o teu pecado, com os teus problemas e necessidades, e com o teu desejo de ser amado. Estou à porta do teu coração e chamo… abre-a porque tenho sede de ti…


PS- Por vezes nem sempre entendemos a forma como Deus nos fala. A sua linguagem é diferente da nossa? Não… simplesmente colocamos entraves ao que Ele nos diz e não entendemos que Ele tem sede de nós. (Daqui a bocado falo contigo… Espera só um bocado… Hoje não tenho tempo… Não me apetece) Porquê… se Ele tem sede de ti?

Altera a letra do post para entenderes o que Deus te quer dizer.

O Rosto Humano do Amor de Deus

http://www.youtube.com/watch?v=mSnZyRrA6zU

No silêncio...

No silêncio dos gestos simples,
Na ousadia das palavras proféticas,
Uma voz clama…
E que diz ela?
Diz que a Fé é entregar-se,
Que o Amor é dar-se,
Que é Sábio aquele que serve,
Que o silêncio é Deus em nós,
Que a Cruz é salvação:
Loucura para os que se perdem,
Mas para nós força de Deus
(cf. 1 Cor. 1, 18)

Mostra-me, SENHOR,
os teus caminhos
e ensina-me as tuas veredas.
Dirige-me na tua verdade e ensina-me,
porque Tu és o Deus meu salvador.
Em ti confio sempre.

Lembra-te, SENHOR,
da tua compaixão e do teu amor,
pois eles existem desde sempre.
Não recordes
os meus pecados de juventude
e os meus delitos.

Lembra-te de mim, SENHOR,
pelo teu amor e pela tua bondade.
O SENHOR é bom e justo;
por isso ensina o caminho aos pecadores,
guia os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer o seu caminho.

Todos os caminhos do SENHOR
são amor e fidelidade,
para os que guardam a sua aliança
e os seus preceitos.

Por amor do teu nome, SENHOR,
perdoa o meu pecado,
pois é muito grande.

Quem é o homem que teme ao SENHOR?
Ele lhe ensinará o caminho a seguir.
A sua vida decorrerá feliz,
e os seus descendentes possuirão a terra.

Salmo 24 (25), 4-13
Encontrei esta frase por acaso e fez-me pensar... Estará Deus a chamar-me para a vida consagrada? Terei eu coragem para responder ao Seu apelo?

Queridos jovens, se participardes frequentemente na celebração da Eucaristia, se tomardes um pouco do vosso tempo para a adoração do Santíssimo Sacramento, então, da Fonte de amor que é a Eucaristia, ser-vos-á dada a alegre determinação a consagrar a vossa vida ao seguimento do Evangelho".

Papa Bento XVI, JMJ 2008

Olhar nos Olhos do Fugitivo

Certo dia, um jovem fugitivo, que tentava esconder-se do inimigo, entrou numa pequena aldeia. As pessoas foram amáveia para com ele e ofereceram-lhe um lgar para descansar. Mas quando os soldados que procuravam o fugitivo perguntaram onde é que estava o fugitivo, todos ficaram cjeios de medo. Os soldados ameaçaram queimar a aldeia e matar todos os homens da aldeia a não ser que o jovem lhes fosse entregue antes do dia despontar. As pessoas foram ter com o ministro da igreja e perguntaram-lhe o que fazer. O ministro, dividido entre entregar o rapaz ao inimigo ou deixar matar o seu povo, retirou-se para o seu quarto e leu a Bíblia, na esperança de encontrar uma resposta antes do nascer do dia. Depois de muitas horas, já de manhãzinha, os seus olhos depararam com as seguintes palavras: «É melhor que morra um só homem do que se perca todo um povo.» Então o ministro fechou a Bíblia, chamou os soldados e disse-lhes onde estava escondido o rapaz. E depois dos soldados terem levado o rapaz para o matarem, houve uma festa na aldeia porque o ministro tinha salvado a vida do povo. Mas o ministro não tomou parte da celebração. Atormentado por uma tristeza profunda, manteve-se fechado no seu quarto. Naquela noite um Anjo veio ao seu encontro e perguntou:
- Que fizeste?
Ele respondeu:
- Entreguei o fugitivo ao inimigo - ao que o Anjo retorquiu:
- Mas não vês que entregaste o Messias?
- Como é que eu podia saber? - retorquiu o ministro ansiosamente.
O Anjo respodeu:
- Se, em vez de leres a tua Bíblia, tivesses visitado aquele jovem uma só vez e olhado nos olhos dele, terias sabido.

“Este é o meu TEMPO entregue por vós”

Este é o testemunho de uma jovem do Instituto das Escravas do Sagrado Coração de Jesus que vale a pena ser lido:

Há quase dois meses, deixei a minha comunidade do Noviciado, em Córdova, para iniciar, na comunidade do Colégio de Lisboa, a minha experiência apostólica. Um tempo, antes de mais, para experimentar, para “sentir na pele”, ou, como dizia Santo Inácio, para “saborear internamente” este gostinho especial de ser Escrava do Coração de Jesus. Para mim, tem sido essencialmente uma oportunidade de SERVIR. Muitas vezes me veio ao coração a frase de Rafaela Maria e da sua irmã Dolores – “fomos servidas durante tempo suficiente. Agora é TEMPO DE SERVIR”. É isto que sinto que Deus me pede, neste momento: que dê do meu tempo, que ponha o meu tempo ao serviço dos outros. “Este é o meu TEMPO entregue por vós!”. Como Jesus, na Última Ceia, quero “DAR GRAÇAS” a Deus pela Vida que me dá, pelo tempo, por este PRESENTE, este HOJE concreto que vou aprendendo a receber de Deus e a “partir e repartir” por quem dele necessita; quero DAR GRAÇAS pelas irmãs do Instituto (e de forma especial pelas da comunidade de Lisboa), por tantas vidas concretas de quem aprendo a dar a vida; e quero DAR GRAÇAS, também, por tantos rostos – sobretudo dos alunos deste colégio! – com quem pude partilhar a Vida ao longo destes dois meses. Parto com o coração cheio de nomes novos, de rostos e de vidas concretas... cheio de um OBRIGADA sincero, por ter recebido muito mais do que o que dei! E levo na mala a CERTEZA de que, com Cristo e por Cristo, VALE MESMO A PENA ENTREGAR A VIDA, pôr o “tempo”, o “nosso tempo” ao serviço de quem precisar.

Marta Heleno

Aridez espiritual ajuda-nos na conquista da humildade

«A vida espiritual também é permeada por tempos de aridez, falta de gosto pelas coisas de Deus, solidão, desânimo... Nesses períodos, somos privados das consolações sensíveis e espirituais. Isso, mesmo que nós não entendamos, favorece nosso crescimento na vida de oração e na prática das virtudes. Apesar de muitos esforços, de disciplina na vida espiritual a pessoa, ao passar por esses momentos de deserto, não sente gosto na oração; ao contrário, experimenta-se nela o cansaço, o desânimo, a ausência da presença de Deus, como se Ele tivesse se esquecido de nós e o tempo parece que não tem fim. Poderíamos dizer que a fé e a esperança estão adormecidas. A alma parece envolta numa espécie de torpor. É um tempo penoso em que não se experimenta a alegria. Esse período de aridez ajuda-nos a desprendermo-nos de tudo o que não proclama o senhorio de Jesus em nossas vidas, nos ensina e nos educa a buscar a Deus por aquilo que Ele é e não por aquilo que Ele pode nos oferecer. Ajuda-nos a viver o abandono em Deus. Elizabete da Trindade, grande mística carmelita, dizia: "É preciso deixar tudo para abraçar aquele que é Tudo". A aridez espiritual ajuda na conquista da humildade, faz-nos entender que tudo vem de Deus e em tudo dependemos d'Ele. O amor de Deus para connosco é puramente gratuidade. Esse tempo penoso faz-nos compreender que Ele é o Senhor dos dons e os distribui segundo a maneira que lhe apraz. Não somos nós que devemos ditar as ordens para Deus, Ele é o Senhor, Ele é Deus, Ele é livre e nós somos os seus servos. Assim Deus nos purifica; sofre-se muito, mas este é um sofrimento redentor. Aprendemos a servir a Deus sem gosto para fazê-lo. Aprendemos a buscá-Lo em todos os momentos. Aprendemos que nossos olhos devem estar fixos n'Ele. Assim, o Senhor robustece a nossa fé, nos impele a não desistir na busca da prática do bem e ensina-nos o caminho da constância como ocorreu com Santa Teresa d'Ávila, que durante anos teve dúvidas da presença de Jesus na Eucaristia, mas nem por isso deixou de fazer a Adoração Eucarística. É por meio desse exercício que se fortifica a virtude. Costumo dizer para os meus filhos na Canção Nova: "10% é de inspiração e 90% de transpiração".»



Monsenhor Jonas Abib

Estar a sós com Deus Pai

É preciso aprender a ouvir o Senhor para – na orientação d'Ele – recebermos a coragem de que necessitamos para enfrentar as coisas e renová-las. É preciso ouvir o Senhor como fez Jesus naquela madrugada, após ter passado a tarde curando a sogra de Pedro. Quando Ele fez esse milagre, o povo foi todo para a porta da casa do apóstolo e o Senhor fez inúmeros milagres naquele dia. Na madrugada seguinte, Ele estava com o Pai para ouvi-Lo, para falar com Ele. Quando os apóstolos chegaram para levá-Lo novamente à casa de Pedro, porque muitos O esperavam lá, o Senhor disse que não iria, porque iriam para outra cidade. Cristo não queria o sucesso, queria apenas cumprir a vontade de Deus anunciando a Boa Nova. Os que vieram naquele dia, puderam ver os milagres, a pregação da Palavra, a evangelização e as curas realizadas por Ele. O Senhor sempre vai à frente para outros lugares, realizar sua missão.Nós, da mesma forma, precisamos cumprir nossa missão, mas sempre encontrar um tempo para estarmos a sós com Deus Pai a fim de adorá-Lo, louvá-Lo e bendizê-Lo por tudo e por todos.

Monsenhor Jonas Abib

Proposta de Deus para nós hoje: Santidade

“A juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”
- Paul Claudel (Filósofo Francês Católico)

Partindo dessa maravilhosa verdade, penso em tantos desafios para os quais hoje os jovens são chamados:
- Castidade
- Honestidade
- Amor
- Estudo
- Trabalho
Como podemos resumir tudo isso: A juventude é chamada à Santidade... esse é o desafio ao qual Deus nos chama a cada dia, a cada momento. Não importa o que você fez até hoje.
Deus te limpa de todo o pecado. Basta confessar-se de coração arrependido, e começar do zero. Essa é a proposta de Deus para a minha vida e para a sua vida hoje. Você aceita? Então vamos lá!

Por que ir a Igreja?

Um frequentador de Igreja escreveu para o editor de um jornal e reclamou que não faz sentido ir a Igreja todos os domingos. "Eu tenho ido a Igreja por 30 anos", ele escreveu, " e durante este tempo eu ouvi uns 3.000 sermões." " Mas por minha vida, eu não consigo lembrar nenhum sequer deles... Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os Padres estão desperdiçando o tempo deles pregando sermões! Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna "Cartas ao Editor", para prazer do Editor em Chefe do jornal.
.
Isto foi por semanas, recebendo e publicando cartas no assunto, até que alguém escreveu este argumento: "Eu estou casado já há 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve ter cozinhado umas 32.000 refeições. Mas, pela minha vida, eu não consigo me lembrar da ementa de nenhuma destas 32.000 refeições. Mas de uma coisa eu sei ... Todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições, eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido a Igreja para alimentar minha fome espiritual, eu estaria hoje morto espiritualmente." Quando a gente está resumido a NADA... DEUS está POR CIMA DE TUDO! Fé vê o invisível, acredita no inacreditável, e recebe o impossível! Graças a Deus por nossa nutrição física e espiritual!"
Desconheço o autor.

Fonte Paróquia N. Senhora das Graças http://www.pnsg.org.br/igreja.html

sábado, 2 de fevereiro de 2008

A VIDA É …

A vida é um dom.
Acolhe-a, agradece-a.
A vida é um caminho que às vezes passa por ribanceiras.
Segue a luz do Evangelho.
A vida é um mistério.
Contempla-a a partir do coração de Cristo.
A vida é uma semente que cresce, é uma árvore que dá fruto.
Enraíza-a no coração de Jesus.
A vida tem tempos de cruz.
Olha para Cristo crucificado acompanhando-te.
A vida é ocasião para receber amor e sabedoria.
Abre o coração para que delas fique cheio.
A vida é plenitude.
Deixa que Deus te coloque onde Ele quiserpara que assim se cumpra a Sua vontade.
A vida é para ser entregue.
Contagia-a, oferece-a, faz que transborde.
A vida vive-se dia a dia.
Tece-a com fé e generosidade.
A vida é uma fonte de graça que sai generosamente de Deus.
Não cortes o fio das Suas misericórdias.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Evangelho do dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Mc 4, 26-34

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:«O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra.Dorme e levanta-se, noite e dia,enquanto a semente germina e cresce,sem ele saber como.A terra produz por si, primeiro a planta, epois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga.E quando o trigo o permite,logo se mete a foice,porque já chegou o tempo da colheita».Jesus dizia ainda:«A que havemos de comparar o reino de Deus?Em que parábola o havemos de apresentar?É como um grão de mostarda,que, ao ser semeado na terra,é a menor de todas as sementes que há sobre a terra;mas, depois de semeado,começa a crescer etorna-se a maior de todas as plantas da horta,estendendo de tal forma os seus ramosque as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas,conforme eram capazes de entender.E não lhes falava senão em parábolas;mas, em particular,tudo explicava aos seus discípulos.

Palavra da salvação.

MEDITAÇÃO

Duas breves parábolas põem em realce duas características do reino de Deus: a primeira refere-se à força interior desde reino, que o faz nascer e crescer pela força de Deus e não do homem; a segunda põe em contraste os começos humildes deste Reino e a pujança final para onde se encaminha, e que bem manifesta a força interior que o animava desde o início. É, na realidade, grande mistério este Reino de Deus, presente já na Igreja sobre a terra e um dia glorioso no Céu.

Tenho medo...

Penso que Deus me vai dando sinais de que me chama à vida consagrada, no entanto tenho medo... Não que essa possibilidade não tenha já sido ponderada por mim, no entanto, penso que a ausência desse tipo de vocação no meu meio familiar e grupo de amigos mais próximos, bem como a importância dessa decisão me fazem tremer.
"Não tenhais medo, de abrir as portas a Cristo", foi o convite que o meu muitíssimo amado Servo de Deus, João Paulo II fez aos jovens na altura da sua eleição... Quero trazer para mim as suas palavras, para que possa responder com coragem ao chamamento divino.

Vinde, Senhor, em meu auxílio...