sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Retiro...

Olá a todos...
Ultimamente não tenho tido muitas oportunidades de vir ao blog, mas tenho andado muito atarefada e estou sem computador, o que acaba por dificultar um pouco. De qualquer forma, hoje passei por aqui para partilhar convosco uma noticia: amanhã vou de manhã cedo (saio de casa por volta das 7 da manhã) para o Porto, fazer um retiro de 1 dia (é muito pouco tempo, mas espero que seja proveitoso), para fazer um pouco de silêncio, tentar ouvir um pouco a voz de Deus, neste tempo da Quaresma que se pretende de silêncio... E este retiro servirá também para me ajudar um pouco no discernimento vocacional em que me encontro (será passado junto das irmãs paulinas)... Não conheço o Instituto, nem ninguém que lá esteja, até agora só trocamos algumas mensagens por e-mail, de qualquer forma, espero que a coragem não me falte, para aceitar a vontade de Deus para mim.
Seja o que Ele quiser...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Ser possuído por Jesus de Nazaré

A meditação que se segue é muito bonita e vale a pena deixar-se tocar por ela...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Um exemplo de Madre Teresa

Hoje decidi colocar um texto que foi publicado por um amigo blogger, João Baptista, e que pode ser consultado aqui. O texto é muito belo e vale a pena ser lido:

"No último dia do Congresso internacional de Bombaim, em 1964, Madre Teresa e suas irmãs saíram do Convento em Vie Parle onde eu era capelão e estavam a caminho do Oval, onde o Papa Paulo VI ia celebrar a Eucaristia.
De repente, elas se depararam com um indigente moribundo abandonado na rua. Madre Teresa parou, ergueu-o e levou-o de volta para a casa delas. Neste dia, elas não viram o Papa, representante de Cristo na Terra, mas encontraram alguém maior - o próprio Cristo, na pessoa do indigente."

Pe. Rufus Pereira
Livro Jesus: um Mestre ao alcance de todos. Editora Canção Nova.


sábado, 23 de fevereiro de 2008

Já só falta um mês

Como o tempo passa...
Ainda hà dois meses foi o Natal e de hoje a um mês já é a Páscoa... Realmente o tempo passa com uma rapidez... Por falar em Páscoa, a minha este ano tem tudo para ser muito boa. Por si só já gosto dela: cá na minha aldeia, nesse dia, todas as pessoas visitam os amigos e familiares, conversam e convivem, etc. é muito bom... Mas como disse, este ano vai ser ainda melhor, pois na quarta-feira a seguir à Páscoa (dia 26) vou, pela primeira vez, em Peregrinação à Terra Santa. Já há dois anos que me fizeram a proposta e fui sempre impedida de ir por diversas razões, vamos lá ver se é desta... Já só falta um mês, espero que desta vez não tenha nenhum impedimento...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

"O padre foi dar-lhe Benuron"

A história seguinte foi-me contada hoje e, por incrivel que possa parecer, aconteceu mesmo.
O filho do senhor L conta ao amigo Manuel (que era agnóstico), que o pai estava muito doente e, por essa razão, o padre foi lá a sua casa para dar-lhe benuron (medicamento que por vezes se utiliza quando se tem dores ligeiras, como a dor de cabeça). Manuel, apesar de não ser cristão, estranhou tal procedimento do padre, no entanto, mesmo não entendendo, não deu muita importância ao assunto... Passados uns dias, o senhor L, faleceu e Manuel vai ao seu funeral, em respeito para com o amigo... Ao contrário de muitos cristãos, quer crentes ou os ditos "não crentes" que nos funerais ficam fora da porta da igreja na conversa, à espera que termine a Eucaristia, Manuel foi à Eucaristia que foi celebrada pelo mesmo sacerdote que o filho de L lhe havia falado, até que, a certa altura, na homilia, o padre refere o facto de o senhor L, ao constatar que a sua caminhada na terra estava a chegar ao fim, ter manifestado o desejo de receber a Santa Unção... Ao ouvir isto, Manuel fez a ligação com as palavras do amigo e percebeu a confusão que o amigo tinha feito, sendo que, segundo ele, teve de sair da missa, pois não conseguiu conter as gargalhas...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Aristides, o Grande...

A propósito do lançamento do Museu virtual sobre Aristides de Sousa Mendes (http://mvasm.sapo.pt/), que recomendo a visita:

Foi grandioso o nosso Cônsul Aristides de Sousa Mendes, mas nunca foi devidamente reconhecido por Protugal. Católico convicto, não hesitou em salvar pessoas de outra religião. "Prefiro estar com Deus contra os homens que com os homens contra Deus", justificava.

Ao contrário, em várias partes do mundo várias foram as homenagens prestadas a esse grande português que sozinho salvou mais de 30 000 pessoas durante a II Grande Guerra.

- Em 2004, data do seu cinquentenário, 30 cidades celebram a memória de Aristides de Sousa Mendes.

- Nos jardins do Museu do Holocausto de Jerusalém, existe uma ala, que se chama a Ala dos Justos, na qual estão plantadas 12 mil árvores em memória dos 12 mil homens e mulheres até hoje encontrados, que salvaram judeus durante a II Guerra Mundial. Entre todas essas árvores, existe uma, mais alta do que as outras, que tem o nome de Aristides de Sousa Mendes.

- Para as autoridades do Yad Vashem - Museu do Holocausto de Jerusalém, Aristides de Sousa Mendes é o homem que, individualmente, mais vidas humanas salvou, como se sabe, cerca de 30 mil, das quais mais de 10 mil judeus.

Acabou por ser punido pela sua desobediência a Salazar e a 3 de Abril de 1954 morre «pobre e desonrado», no Hospital da Ordem Terceira, em Lisboa...

MANTA DE RETALHOS

Existem...
Palavras que ferem;
Gestos que magoam;
Pensamentos que doem;
Silêncios que se notam.

Existem...
Lágrimas que purificam;
Abraços que aquecem;
Sorrisos que iluminam;
Cheiros que não se esquecem.

Existem...
Pessoas que amamos;
Pessoas que nos marcam;
Pessoas que não recordamos;
Pessoas que nunca esquecemos.

Existem...
Sombras que nos perseguem;
Sonhos que acalentámos;
Medos que nos atormentam;
Amores que consolámos.

Existem...
Distâncias que encurtam;
Momentos que se estendem;
Sentimentos que duram;
Recordações que não se apagam.

Existem...
Dias inesquecíveis;
Horas marcantes;
Minutos inexplicáveis;
Segundos estimulantes.

Existe em nós uma manta de retalhos
Feita em cada entrega;
Bordada em cada partilha;
Cozida em cada vivência;
Alinhavando cada prega.

Uma braçada amiga
Escrito por Pinguim Alegre
http://pinguimalegre.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Um Cego

Dizem que havia um cego sentado numa calçada de Paris com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:
"Por favor, ajude-me, sou cego".
Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas de moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio.Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas e perguntou se havia sido ele quem reescreveu o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu:
"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou seu caminho. O cego nunca soube, mas o seu novo cartaz dizia:
"Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".
Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas perspectivas.
"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS."

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Ver e tocar

Todos gostaríamos de ver e tocar o Senhor da nossa fé. A nossa cegueira é insuportável. Faltam-nos as certezas que a visão nos poderia dar. Carecemos do contacto físico que nos esclareceria na dúvida. Duvidamos sem método e acreditamos sem firmeza. Se ao menos no partir de um pão pudéssemos reconhecer o gesto de Jesus! Olhamos e não vemos! Estendemos a mão e não tocamos! Partimos os pães e não repartimos a vida! Urge saber ver o Ressuscitado nos gestos com que tocamos a humanidade ferida e a curamos, com que repartimos o tempo de ser com os outros e para os outros, na solidariedade, novo nome da caridade!

Th.M.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá ao iniciar-se como irmã da caridade é-lhe confiada a missão de professora... em que Ela cita:
"... Tomei ainda outro encargo, a escola de Santa Teresa que se encontra em Calcutá... No mesmo dia em que me confiaram esta tarefa, fui ao local para tomar contacto com a situação. A escola era bastante longe da nossa casa e, assim, todos os dias, ia para lá num carrinho indiano. Assim, chego antes dos meus aluninhos...Quando os pequenos me viram pela primeira vez, olharam uns para os outros, e perguntaram de si para si se eu era um espírito mau ou uma deusa. Para eles não há meio termo. Se se é gentil com eles, adoram-nos como uma divindade; pelo contrário, temem as pessoas que se mostram malevolentes para com eles, como se fossem demónios, e contentam-se com respeitá-los.Arregacei imediatamente as mangas, mudei de lugar todos os móveis da sala de aulas, agarrei numa vassoura e num balde de água, e pus-me a limpar o pavimento. Isto encheu-os de surpresa. Ficaram muito tempo a olhar-me, pois nunca tinham visto um tal início de aulas, tanto mais que na Índia os trabalhos deste género são reservados às castas inferiores. Quando me viram sorridente e alegre, as meninas começaram a ajudar-me, enquanto os rapazes traziam a água. Ao cabo de duas horas, o local imundo estava transformado, pelo menos em parte, numa sala de aulas que respirava limpeza. Era uma sala muito longa, que tinha servido de capela e que estava agora dividida em cinco classes.À minha chegada, havia 52 crianças; são agora mais de trezentas. Ensino também noutras escola, que conta cerca de duzentas crianças, mas que mais parece um estábulo que uma escola. Ensino também noutro local, uma espécie de pátio. Quando vi onde dormiam as crianças e o que comiam, senti cortar-se-me o coração, pois não é possível encontar maior miséria!E são alegres. Ó ditosa infância!Quando nos conhecemos, não podiam conter a sua alegria. Puseram-se a saltar e a cantar à minha volta, até eu pôr a mão sobre cada uma das suas cabecinhas pegajosas. A partir desse dia, chamaram-me "Ma", o que quer dizer "a mamã". Tão pouca coisa chega para dar felicidade aos corações simples..."

Sabedoria Indiana

Enquanto deambulava pela internet, encontrei uma frase que me deixou a pensar:

"Tudo está ligado, como o sangue que une uma família. Todas as coisas estão ligadas. O que acontece à Terra recai sobre os filhos da Terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida. Ele é só um fio dentro dela. Tudo o que ele fizer à teia estará fazendo a si mesmo."
Chefe Seattle (1856)

Maus Pais

"Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva um pai, eu hei-de dizer-lhes:
- Amei-vos o suficiente para ter insistido para que juntassem o vosso dinheiro e comprassem uma bicicleta, mesmo que eu tivesse possibilidades de a comprar.
- Amei-vos o suficiente para ter ficado em pé junto de vós, duas horas enquanto limpavam o quarto, trabalho que eu teria realizado em quinze minutos.
- Amei-vos o suficiente para vos obrigar a pagar a pastilha elástica que “tiraram” da mercearia e dizer ao dono: eu roubei isto ontem e hoje queria pagar.
- Amei-vos o suficiente para ter ficado em silêncio, para vos deixar descobrir que o vosso novo amigo não era boa companhia.
- Amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalizações eram tão duras que me partiam o coração.
- Amei-vos o suficiente para vos ter perguntado onde vão, com quem vão e a que horas chegam a casa.
- Amei-vos o suficiente para vos deixar ver a fúria, desapontamento e lágrimas nos meus olhos.
- Mas, acima de tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO, quando sabia que me iriam odiar por isso.
Estou contente. Venci, porque afinal vocês também venceram. E qualquer dia, quando os vossos filhos forem suficientemente crescidos para entenderem a lógica que motiva os pais, vocês irão dizer-lhes, quando eles vos perguntarem, se os vossos pais eram maus, que sim, que eram os piores pais do mundo! Porque:
- Enquanto os outros miúdos comiam doces ao pequeno-almoço, nós tínhamos de beber leite com cereais ou com torradas.
- Os outros miúdos bebiam Coca-Cola ao almoço e comiam batatas fritas, enquanto que nós tínhamos de comer sopa, prato e fruta. E, mais! Não vão acreditar! Os nossos pais obrigavam-nos a jantar à mesa, o que era bastante diferente dos outros pais.
- Os nossos pais insistiam em saber onde estávamos a todas as horas, era quase uma prisão. Tinham de saber quem eram os nossos amigos e o que fazíamos com eles.
- Insistiam em que lhes disséssemos que íamos sair mesmo que demorássemos só uma hora ou menos.
- Nós tínhamos vergonha de admitir mas eles violaram uma data de leis do trabalho infantil: Nós tínhamos que fazer as camas, lavar a loiça, aprender a cozinhar, aspirar o chão, passar a ferro a nossa roupa, ir despejar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis. Eu acho que eles nem dormiam, a pensar em mais coisas para nos mandar fazer.
- Eles insistiam sempre connosco para lhes dizermos a verdade e apenas toda a verdade, sempre a verdade.
- Na altura da nossa adolescência eles conseguiam ler os nossos pensamentos o que tornava a vida mesmo chata.
- Os nossos pais não deixavam os nossos amigos buzinarem para nós descermos. Tinham que subir, bater à porta para eles os conhecerem.
- Enquanto toda a gente podia sair com doze ou treze anos, nós tivemos que esperar pelos dezasseis.
- Por causa dos nossos pais, nós perdemos experiências fundamentais da adolescência: nenhum de nós esteve alguma vez envolvido em actos de vandalismo, em roubos, violação de propriedade, nem foi preso por algum crime.
Foi tudo por causa deles.Agora que já saímos de casa, que somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “maus pais” tal como os nossos foram. Acho que este é um dos males do mundo de hoje: Não há suficientes “maus pais”.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Porquê a Quaresma?

Desde os primórdios do Cristianismo a “Quaresma marcou para os cristãos um tempo de graça, oração, penitência e jejum, a fim de obter a conversão. Ela nos faz lembrar as palavras do Mestre divino: “Se não fizerdes penitência, todos perecereis” (Lc 13,3).

Esses quarenta dias que precedem a Semana Santa, são colocados pela Igreja para que cada um de nós se prepare para a maior de todas as Solenidades litúrgicas do ano, a Páscoa, a grande celebração da Ressurreição de Jesus, a vitória Dele e nossa sobre o Mal, sobre o pecado, sobre a morte e sobre o inferno.

A celebração litúrgica não é mera lembrança do passado, algo que aconteceu com Jesus e passou, não. Jesus esta´ presente na Liturgia. O Catecismo diz que: “Pela liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo-sacerdote, continua em sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção.” (§1069). Isto é, pela Liturgia da Igreja Ele continua a nos salvar, especialmente pelos Sacramentos, e faz tornar presente a nossa redenção.

Mas, para que o cristão possa se beneficiar dessa celebração precisa estar preparado, com a alma purificada e o coração sedento de Deus. A Igreja recomenda sobretudo que vivamos aquilo que ela chama de “remédios contra o pecado” (jejum, esmola e oração), que Jesus recomendou no Sermão da Montanha (Mt 6, 1-8) e que a Igreja nos coloca diante dos olhos logo na Quarta-feira de Cinzas, na abertura da Quaresma.

A meta da Quaresma é a expiação dos pecados; pois eles são a lepra da alma. Não existe nada pior do que o pecado para o homem, a Igreja e o mundo.

Todos os exercícios de piedade e de mortificação têm com objectivo de livrar-nos do pecado. O jejum fortalece o espírito e a vontade para que as paixões desordenadas, especialmente aquelas que se referem ao corpo (gula, luxúria, preguiça), não dominem a nossa vida e a nossa conduta. A esmola socorre o pobre necessitado e produz em nós o desapego e o espojamento dos bens terrenos; isto nos ajuda a vencer a ganância e o apego ao dinheiro. A oração fortalece a alma no combate contra o pecado. Jesus recomendou na noite de sua agonia: “Vigiai e orai, o espírito é forte mas a carne é fraca”. A Palavra de Deus nos ensina: “É boa a oração acompanhada do jejum e dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro, porque a esmola livra da morte, e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna” (Tb 12, 8-9).

“A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados”(Eclo 3,33). “Encerra a esmola no seio do pobre, e ela rogará por ti para te livrar de todo o mal” ( Eclo 29,15).

Jesus ensinou: “É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1b); “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26,41a); “Pedi a se vos dará” (Mt 7,7) . E São Paulo recomendou: “Orai sem cessar” (I Ts 5,17).

Quaresma é pois tempo de rompimento total com o pecado. Alguns pensam que não têm pecado, se julgam irrepreensíveis, como aquele fariseu da parábola que desprezava o pobre publicano (Lc 18,10 ss); mas na verdade, muitas vezes não percebem os próprios pecados por causa de uma consciência mal formada que acaba encobrindo-os. Para não cairmos neste erro temos de comparar a nossa vida com aqueles que foram os modelos de santidade: Cristo e os Santos.

Assim podemos nos preparar para o Banquete pascal glorioso, encontrando-se com o Senhor ressuscitado e glorioso com a alma renovada no seu amor.

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/category/conversao/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Absolutamente sem comentários

Decidi colocar aqui a noticia que foi publicada no jornal de noticias de ontem(13.02.2008):
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Estudantes viram colega abortar mas tiveram medo de pedir ajuda
A estudante de 19 anos que está internada, desde domingo, no serviço de Obstetrícia do Hospital de S. Teotónio, em Viseu, após ter abortado na casa de banho da residência da Escola Profissional de Torredeita (EPT), terá utilizado um número indeterminado de comprimidos "Citotec" para o fazer.Aconselhado para as dores de estômago, mas com um elevado potencial abortivo, o medicamento terá sido oferecido por uma colega a quem a jovem garantiu conhecer os efeitos do produto por, alegadamente, já ter feito cinco abortos nas mesmas circunstâncias. O namorado estuda no Algarve.O feto de cinco meses, do sexo masculino, terá permanecido três horas dentro de um balde. Ainda com vida. Seria mais tarde retirado, já cadáver, e removido para o Instituto de Medicina Legal de Viseu. O aborto ilegal terá sido testemunhado por sete raparigas, todas colegas da jovem, que tiveram medo de pedir auxílio médico.Ontem, em conferência de Imprensa, e na presença do director da EPT, Arcides Simões, as colegas de residência contaram todos os pormenores do drama e afirmaram desconhecer quem, sob anonimato, telefonou a pedir a presença da GNR. "Ficámos loucas. Aos gritos. Não sabíamos o que fazer nem a quem pedir ajuda. Foram três horas de terror", recordou uma estudante de 20 anos.Colega cedeu comprimidosA jovem que ofereceu o "Citotec" à grávida informou ter adquirido o produto, com receita médica, para as dores do estômago. "Ela andou desde o último Natal a pedir que lhe desse alguns comprimidos, embora me garantisse que não eram para abortar. No sábado enviou uma mensagem e eu acedi. Ela tomou-os nessa mesma noite", revelou a rapariga, sem quantificar a dose.Uma médica obstretra contactada pelo JN confirmou que o "Citotec" tem efeitos abortivos fortes. "Para uma interrupção simples, de poucos dias, às vezes é preciso tomar as pílulas durante três dias. No caso de um feto com 20 semanas, seriam necessários muitos comprimidos", explicou.No domingo, por volta das 10 horas, contam as colegas, a estudante sentiu-se mal e chamou uma ambulância para a transportar ao hospital. Duas horas depois, estava de regresso à residência em Torredeita. "Chegou e disse que estava tudo em ordem com ela e com o filho", conta outra colega.O JN apurou, contudo, que a utente terá exigido alta médica no Hospital de S. Teotónio, apesar dos esforços em sentido contrário por parte do pessoal clínico. Luís Viegas, do serviço de Relações Públicas, recusou prestar quaisquer informações sobre o caso.Por volta das 16.30 horas, a rapariga abortou, na casa de banho. "Fui ter com ela e retirei a criança da sanita. Quando a embrulhava numa toalha, a mãe não deixou. Pediu para a meter no balde. Fiquei horrorizada e saí dali a correr. A nossa colega só pode estar muito doente psicologicamente. No fim de tudo, enquanto nós andávamos doidas sem saber o que fazer, ela foi ler revistas para a cama", relatou outra amiga, durante a conferência de Imprensa.Às 19.30 horas, a rapariga regressou ao hospital de Viseu, onde permanece. A Polícia Judiciária está a investigar os contornos do aborto ilegal.José Castanheira, director da Pediatria do "S. Teotónio", reconheceu que um feto de 20 semanas dificilmente sobreviveria.O director da EPT diz que não é a primeira vez que há jovens na instituição que aparecem grávidas. "São adultas. Quando nascem crianças, prestamos toda a ajuda", disse.


Teresa Cardoso

BARRO NAS MÃOS DE DEUS

Há dias em que sinto a minha existência tão frágil e quebradiça como uma peça de barro:fatiga-me a luta por viver, por crescer,por aprender, por ser livre.Experimento as dificuldades da comunicação e cansa-me ter que suportar os problemas dos outros.E sonho, então, com um mundo que seja um paraíso em que reine a concórdia e harmonia,em que as relações humanas sejam fáceise as palavras “guerra, violência, dor” tenham desaparecido.Vejo-me encostada, à sombra de uma árvore livre da dureza do trabalhoda preocupação pelos meus irmãos das tensões da responsabilidade,do esforço de ser eu mesma.
Mas, quando oiço os velhos relatos do Génesis apercebo-me que esse meu sonho não coincide em nada com o de Deus e que esconde as palavras enganosas da serpente.
Por trás da linguagem do mito o que oiço é que o meu ser está amassado com barro e alento,e que Deus e a terra são as minhas raízes.O segredo da minha alegria é confiar em Deus,saber que Ele deseja a minha intimidade e a minha escuta que me visita cada tarde, com o dom da sua presença.

Pai Nosso

Pai nosso invisível que estás nos céus,
seja santificado em nós o Teu Nome,
porque no Teu Espírito Santo,
Tu próprio nos santificaste.
Venha a nós o Teu reino
reino prometido a quantos amam Teu amor.
Tua força e benevolência repousem sobre teus servos
aqui em mistério e lá na tua misericórdia.
Da mesa que não se esgota
dá alimento à nossa indigência
e concede-nos a remissão das culpas
tu que conheces a nossa debilidade.
Nós te pedimos:
salva aquilo que criaste
e livra-o do maligno que busca o que devorar.
A ti pertence o reino, o poder e a glória, ó Senhor.
Não prives da tua bondade os teus santos.

Breviário Caldeu

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Os Dez Mandamentos de Como Viver Bem Com os Outros

I - Tenha controle de sua língua.
Sempre diga menos do que pensa.
Cultive uma voz baixa e suave.
A maneira como se fala muitas vezes impressiona muito mais do que aquilo que se fala.
II - Pense antes de fazer uma promessa e depois não dê importância ao quanto lhe custa.
III - Nunca deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela.
IV - Tenha interesse nos outros, em suas ocupações, seu bem-estar, seus lares e famílias.
Seja alegre com os que riem e lamente com os que choram.
Deixe cada pessoa com quem encontra, sentir que você lhe dispensa importância e atenção.
V - Seja alegre.
Conserve para cima os cantos da boca.
Esconda as suas dores, deus desapontamentos e inquietações sob um sorriso.
Ria de histórias boas e aprenda a contá-las.
VI - Conserve a mente aberta para todas as questões da discussão.
Investigue, mas não argumente.
É marca de ser superior… discordar e ainda conservar a amizade.
VII - Deixa as suas virtudes falarem por si mesmo e recuse a falar das faltas e fraquezas dos outros.
Desencoraje murmúrios.
Faça uma regra de falar coisas boas aos outros.
VIII - Tenha cuidado com os sentimentos dos outros.
Gracejos e humor não valem a pena e freqüentemente magoam quando menos se espera.
IX - Não faça caso das observações más a seu respeito.
Só viva de modo que ninguém acredite nelas.Nervosismo e indigestão são causas comuns para maledicência.
X - Não seja tão ansioso a respeito de seus direitos.
Trabalhe, tenha paciência, conserve seu temperamento calmo, esqueça de si mesmo e receberá a sua recompensa.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

A ORAÇÃO E O SILÊNCIO

A ORAÇÃO, em nosso dia-a-dia, deveria ser algo simples e natural. Deveríamos acordar, passar o dia e, ao nos recolhermos, à noite, entregar-nos à oração. Pela oração alcançamos graças. Pela oração pacificamos a agitação interior e acalmamos o bulício mental.
A oração é um acto consciente, sem fórmulas, e que afasta a inconsciência.
Quando começamos a orar, parece que tudo está agitado, mas, com o passar dos minutos, a mente se acalma e podemos nos concentrar melhor. Apenas precisamos de uns quantos minutos, reservados, para orar.
O silêncio que se busca na oração é o interior e cada um precisa treinar-se em silenciar os “barulhos” e “conversas” internas.
Jesus, quando orava, também se recolhia. Se dirigia ao silêncio do deserto e, sob as estrelas, conversava com seu Pai.

Jesus: o deserto e a tentação

Antes de iniciar sua vida pública, logo após ter sido baptizado por João no rio Jordão, Jesus passou 40 dias no deserto. Esse retiro de Jesus mostra a necessidade que Ele teve em se preparar para a missão que O esperava. Contam os Evangelhos que no deserto Jesus era conduzido pelo Espírito, o que quer significar que vivia em oração e recolhimento, discernindo a vontade de Deus para Sua vida e como actuaria a partir de então. No tempo que passou no deserto Jesus teve uma profunda experiência de encontro com o Pai. E, tendo vivido intensamente esse encontro, foi tentado pelo diabo.
As tentações que Jesus viveu – e venceu! – são-nos apresentadas como aquelas que também nós vivemos e precisamos vencer. Jesus havia experimentado o encontro com o Pai em sua totalidade, no silêncio e na solidão do deserto. Estava, pois, cheio do Espírito que Lhe revelava o amor incondicional do Pai e a dimensão inimaginável do poder desse amor se o vivermos em sua plenitude. É aqui que a natureza humana se revela em fragilidade: se pudermos ter um minuto que seja do poder do amor que existe em nós, o que faremos com esse poder que nos é dado?


O diabo tenta Jesus nas coisas simples, nas vontades mais básicas: a saciedade da fome, o desejo de poder e riqueza, no querer ser superior a tudo e a todos. Sentimentos que todos – homens e mulheres – carregamos em nossos corações. Sentimentos que não são ilícitos se canalizados para os seus devidos fins, mas cuja linha que separa o bom do mau fim é tão ténue que só a vida no Espírito é capaz de reconhecer e não nos deixar escapar.

Foi por ser plasmado no Espírito, configurado pelo Revelador, que Jesus pode resistir às tentações que o diabo lhe apresentou. Diabo que não é uma figura lendária, mas o desejo que existe dentro do nosso próprio coração e que existiu dentro do coração daquele que era Deus, mas que foi homem em plenitude. Porém, a divindade que existia em Jesus venceu a humanidade e conseguiu, assim, superar o Mal.

Da experiência no deserto certamente Jesus carregou consigo a certeza de que muito facilmente o Mal nos invade e estraga o que Deus planeja para cada um. A certeza de que Ele era apenas o Filho e não o Pai, e que, enquanto Filho, cabia-Lhe a missão de levar o amor do Pai a cada um de seus irmãos terrenos. A certeza de que a vivência no Espírito é a salvação para um mundo cuja oferta de valores diverge em muito daquilo que o Pai oferece. A certeza de que são necessários muitos outros desertos para que se possa tomar o distanciamento, para que se possa ver com os olhos da alma e os olhos de Deus, para que se possa sentir o calor do Espírito no coração, para, então, enfrentar a missão e poder ser testemunho vivo do Senhor.